janeiro 18 2019 Comentários

Consumidor paga a conta de quem faz “gatos”

O desperdício de energia no Brasil começa no caminho entre a fonte de geração e o consumo final. As perdas técnicas nas linhas de transmissão podem chegar a 10% em regiões mais afastadas, entretanto, os prejuízos comerciais em função de perdas não técnicas, que compreendem erros de leitura, fraudes em relógios e furtos de energia, somam mais de 27 mil Gigawatts-hora (GW-h), considerando as 61 das 63 distribuidoras que passaram pelo 2º ciclo de revisões tarifárias no período de 2007 a 2010.

O valor corresponde a R$ 8,1 bilhões ao ano. Esse montante seria suficiente, por exemplo, para abastecer anualmente os 774 municípios atendidos pela CEMIG Distribuição e as 217 cidades com fornecimento da Companhia Energética do Maranhão (CEMAR).

Fraude X Furto
A fraude é um ato cometido por consumidor que viola o sistema de medição para obter um registro de consumo menor que seu gasto real, enquanto o furto é praticado por quem não é consumidor e se liga clandestinamente à rede para receber energia.

A região com maior índice de consumo irregular é o Norte, com índices de furtos equivalentes a 20% da energia distribuída, seguida do Sudeste, com 10%, do Nordeste, com 9%. No Centro Oeste, o percentual é de 5%, e no Sul, de 3%.

Gato por lebre
As perdas não-técnicas impactam a tarifa, pois esse prejuízo acaba sendo rateado entre os consumidores legalmente cadastrados na distribuidora, no momento do cálculo tarifário. Além de prejuízos financeiros, o furto de energia oferece ainda riscos e danos à sociedade. As ligações clandestinas costumam sobrecarregar os transformadores, que são dimensionados para atender uma determinada carga.

A sobrecarga pode ocasionar acidentes na rede elétrica, como explosões e incêndios que, além de riscos físicos à população, causando interrupções no fornecimento de várias unidades consumidoras e, consequentemente, interferindo negativamente na qualidade da energia.

O furto de energia elétrica é classificado como crime. O responsável fica sujeito a penalidades que vão desde o pagamento de multas até a detenção por até quatro anos.

Corte essa ideia! Se você souber de alguém que furta energia no seu bairro ou na sua rua, denuncie!